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Tumor Ósseo: Entenda quais são suas causas e diagnóstico

Tumor Ósseo | Dr. Davi Bellan

O que é um Tumor Ósseo?

Um tumor ósseo é uma massa anormal de tecido que se desenvolve dentro ou em torno de um osso. Os tumores ósseos podem ser benignos (não cancerígenos) ou malignos (cancerígenos). Embora os tumores ósseos benignos não sejam cancerígenos e habitualmente não se espalhem para outras partes do corpo, eles ainda podem crescer e causar problemas, como dor, fraturas e deformidades ósseas.

Os tumores ósseos malignos, por outro lado, são cancerígenos e têm o potencial de se espalhar para outras áreas do corpo (metástase). Eles são menos comuns que os tumores benignos, mas representam um risco maior à saúde e requerem tratamento específico.

Os tumores ósseos podem ocorrer em qualquer osso do corpo e em pessoas de todas as idades. No entanto, certos tipos de tumores ósseos são mais comuns em crianças e adolescentes.

Alguns exemplos de tumores ósseos benignos incluem:

  • Osteocondroma: Um dos tumores ósseos benignos mais comuns, geralmente ocorre em ossos longos, como fêmur ou tíbia, e cresce próximo à placa de crescimento.
  • Encondroma: Um tumor benigno que se origina na cartilagem e geralmente ocorre em ossos das mãos e pés.
  • Fibroma ósseo: Um tumor benigno composto de tecido fibroso, geralmente encontrado em ossos longos das pernas.

Alguns exemplos de tumores ósseos malignos incluem:

  • Osteossarcoma: O segundo tipo mais comum de câncer ósseo maligno, geralmente ocorre em adolescentes e adultos jovens e afeta principalmente os ossos longos, como o fêmur ou a tíbia.
  • Condrossarcoma: Um câncer maligno que se origina na cartilagem e pode afetar qualquer osso do corpo, mais comum em adultos.
  • Sarcoma de Ewing: Um câncer ósseo maligno raro, geralmente ocorre em crianças e adolescentes e afeta principalmente ossos longos e planos, como fêmur, pelve e costelas.

O diagnóstico de tumores ósseos geralmente envolve exame físico, exames de imagem (como raios-X, tomografia computadorizada ou ressonância magnética) e biópsia. O tratamento para tumores ósseos depende do tipo, localização, estágio e agressividade do tumor e pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapias-alvo, ou a combinação desses.

Tumor Ósseo | Osteosarcoma - Dr. Davi Bellan
Osteosarcoma: um dos tipos mais comuns de Tumor Ósseo. (Imagem editada: Rehab My Patient – Bone Tumor)

Quais as causas de um Tumor Ósseo?

As causas exatas dos tumores ósseos ainda não são completamente compreendidas. No entanto, pesquisas indicam que uma combinação de fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida possa contribuir para o desenvolvimento de tumores ósseos. Algumas possíveis causas e fatores de risco incluem:

  • Genética: Algumas síndromes hereditárias e mutações genéticas podem aumentar o risco de desenvolver tumores ósseos. Por exemplo, a síndrome de Li-Fraumeni, a síndrome de Rothmund-Thomson e a retinoblastoma hereditária estão associadas a um risco aumentado de osteossarcoma.
  • Exposição à radiação: A exposição a altos níveis de radiação ionizante, como a radioterapia usada no tratamento de outros tipos de câncer, pode aumentar o risco de desenvolver tumores ósseos malignos.
  • Doenças ósseas preexistentes: Algumas condições ósseas, como a displasia fibrosa, a doença de Paget ou a encondromatose múltipla, podem aumentar o risco de desenvolver tumores ósseos benignos ou malignos.
  • Histórico de trauma ou lesão óssea: Embora não haja uma relação direta comprovada entre trauma ou lesão óssea e o desenvolvimento de tumores ósseos, alguns estudos sugerem que a ocorrência de lesões pode aumentar o risco de desenvolver certos tipos de tumores ósseos.
  • Idade: A idade pode ser um fator de risco para alguns tipos de tumores ósseos. Por exemplo, o osteossarcoma é mais comum em adolescentes e adultos jovens, enquanto o condrossarcoma tende a afetar adultos mais velhos.
  • Fatores de estilo de vida: A relação entre fatores de estilo de vida, como tabagismo, consumo de álcool, dieta e atividade física, e o risco de tumores ósseos ainda é incerta. No entanto, pesquisas em andamento estão investigando se esses fatores podem desempenhar um papel no desenvolvimento de tumores ósseos.

É importante notar que ter um ou mais fatores de risco não significa que uma pessoa necessariamente desenvolverá um tumor ósseo. Muitas pessoas com fatores de risco nunca desenvolvem tumores ósseos, enquanto outras sem fatores de risco conhecidos podem desenvolver a doença. Pesquisas futuras podem ajudar a esclarecer as causas exatas e os fatores de risco subjacentes aos tumores ósseos.

Como é feito o diagnóstico de Tumor Ósseo?

O diagnóstico de um tumor ósseo envolve uma série de etapas e exames para identificar a presença, o tipo e o estágio do tumor. O processo de diagnóstico geralmente inclui:

  1. Histórico médico e exame físico: Na primeira consulta, perguntas serão feitas sobre os sintomas do paciente, histórico clínico pessoal e familiar, além dos fatores de risco. Também será realizado um exame físico, incluindo a palpação da área afetada, para verificar sinais de inchaço, sensibilidade ou deformidade óssea.
  2. Exames de imagem: Se houver suspeita de tumor ósseo, exames de imagem serão solicitados para obter uma visão detalhada do osso e dos tecidos circundantes. Os exames de imagem podem incluir:
    • Raios-X: É geralmente o primeiro exame realizado e pode mostrar anormalidades ósseas, como áreas de crescimento excessivo ou destruição óssea.
      Diagnóstico
      Radiografias do fêmur distal. Paciente com dor distal na coxa e inchaço que começaram após uma queda. (A) A visão anteroposterior mostra uma lesão esclerótica predominantemente transparente com reação periosteal significativa. (B) A visão lateral demonstra o envolvimento posterior do tumor de tecidos moles. A biópsia subsequente da lesão confirmou osteossarcoma. (Crédito da Imagem: American Academy of Family Physicians)
    • Tomografia computadorizada (TC): Fornece imagens detalhadas do osso e tecidos circundantes, ajudando a determinar o tamanho e a localização do tumor.
    • Ressonância magnética (RM): Oferece imagens de alta resolução dos ossos e tecidos moles, sendo útil para avaliar a extensão do tumor e o envolvimento dos tecidos circundantes.
    • Cintilografia óssea: Um exame de medicina nuclear que ajuda a identificar anormalidades ósseas, como metástases ou inflamação, usando uma substância radioativa e uma câmera especial para criar imagens do esqueleto.
  3. Biópsia: A biópsia é um procedimento no qual uma amostra de tecido do tumor é removida para análise em laboratório. A biópsia pode ser realizada por agulha (biópsia por aspiração por agulha fina ou biópsia por agulha grossa) ou cirurgicamente (biópsia incisional ou excisional). A análise do tecido permitirá determinar se o tumor é benigno ou maligno e identificar o tipo específico de tumor ósseo.
  4. Estadiamento: Se um tumor ósseo maligno for confirmado, poderá ser solicitado exames adicionais para determinar o estágio do câncer e verificar se ele se espalhou para outras partes do corpo. Isso pode incluir exames como tomografia computadorizada do tórax, ressonância magnética ou PET-CT (tomografia por emissão de pósitrons).

Como a Medicina Intervencionista para Tratamento da Dor atua no Câncer?

A medicina intervencionista é uma área da medicina que utiliza técnicas minimamente invasivas, guiadas por imagem, para diagnosticar e tratar diversas condições médicas, incluindo o manejo da dor e o tratamento do câncer. No contexto do câncer, a medicina intervencionista pode ser usada tanto para aliviar a dor associada ao câncer quanto para tratar o próprio câncer.

Algumas abordagens intervencionistas incluem:

  • Bloqueios nervosos e injeções: Para aliviar a dor relacionada ao câncer, podem ser realizados bloqueios nervosos ou injeções de medicamentos diretamente nos nervos ou tecidos afetados. Isso pode incluir a injeção de anestésicos locais, esteroides ou outros medicamentos para bloquear a dor. Esses procedimentos aliviam a dor em áreas como a coluna vertebral, o abdômen, o tórax e os membros.
  • Vertebroplastia e cifoplastia: Essas técnicas são usadas para tratar fraturas vertebrais relacionadas ao câncer, que podem causar dor intensa e incapacidade. Na vertebroplastia, uma mistura de cimento ósseo é injetada na vértebra fraturada para estabilizá-la e aliviar a dor. A cifoplastia é semelhante, mas utiliza um balão para criar espaço antes de injetar o cimento ósseo.
  • Ablação por radiofrequência: Essa técnica é usada para tratar tumores sólidos, como tumores hepáticos, renais ou ósseos. A ablação por radiofrequência utiliza energia de radiofrequência para aquecer e destruir as células cancerígenas. O procedimento é realizado sob anestesia local e sedação, e guiado por técnicas de imagem, como ultrassom, tomografia computadorizada ou ressonância magnética.
  • Ablação por crioterapia: A crioterapia é uma técnica que utiliza temperaturas extremamente baixas para congelar e destruir células cancerígenas. A crioterapia pode ser usada para tratar tumores em várias partes do corpo, incluindo os rins, pulmões, fígado e ossos.

A medicina intervencionista oferece opções de tratamento menos invasivas e com menor tempo de recuperação para pacientes com câncer. Esses procedimentos podem ser usados como tratamentos primários ou adjuvantes, complementando outras terapias, como cirurgia, radioterapia e quimioterapia.

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