“Passei 18 meses com dor no quadril e ninguém descobria o problema.”


Vamos falar de Osteoma Osteóide?


O relato acima, de uma paciente, não é raro. Ela passou 18 meses investigando a dor no quadril com diversos médicos, realizou ressonâncias do quadril e coluna e não descobria a causa. Como jogava vôlei, sempre recebia o diagnóstico de sobrecarga, inflamação articular pelo esporte e era orientada a interromper os treinos.


O osteoma osteóide é um tumor benigno, que acomete principalmente os ossos longos, coluna e os pés. A maioria dos pacientes têm entre 10 e 20 anos mas em alguns casos isso pode acontecer mais tarde na vida.


A grande dificuldade em descobrir esse tumor é o seu pequeno tamanho, normalmente menor do que 1,5 cm.


A ressonância magnética, exame tão comum na prática do ortopedista, não é o melhor exame para identificar esse tumor e por isso o atraso no diagnóstico em alguns casos. A tomografia é o melhor exame quando suspeitamos do osteoma osteóide.


Esse tumor, apesar de ser benigno e não trazer risco a vida do paciente, pode causar dor que se prolonga por muitos meses, atrapalhando as atividades e a qualidade de vida.




O tratamento é feito com acompanhamento médico e medicação simples para o controle da dor, como analgésicos e/ou anti-inflamatórios, desde que o paciente não apresente alergias. Após algum tempo a dor tende a melhorar e o paciente não fica com sequelas.


Em alguns casos, porém, o tumor não cede ao tratamento medicamentoso. A dor continua, prejudica a qualidade de vida e atrapalha as atividades físicas e esportivas.


Dr. Davi Bellan atuando em cirurgia minimamente invasiva
Osteoma Osteóide

Nesses casos a cirurgia é indicada.


Hoje a cirurgia para osteoma ostóide é realizada de forma minimamente invasiva, sem que o paciente receba um corte na pele. Uma agulha especial é introduzida até o local do tumor e ele é destruído por um processo chamado rádio ablação. Para garantir que a agulha está no local exato, é utilizada a tomografia computadorizada durante o procedimento. O equipamento de radiofrequência emite energia térmica apenas dentro do tumor garantido que todas as células tumorais sejam eliminadas.


A dor costuma melhorar já nos primeiros dias após o procedimento e o paciente costuma retomar suas atividades na mesma semana. Pouquíssimos casos precisam repetir o procedimento, em caso de dor persistente.


Se você conhece alguém que sofre de dores antigas no quadril ou outras articulações sem um diagnóstico correto, recomende que procure um especialista.