Cisto ósseo simples ou Unicameral


O cisto ósseo simples é um tumor ósseo benigno que surge na porção interna do osso e é composto por uma cavidade revestida por uma membrana de células e preenchida por líquido semelhante ao líquido sinovial das articulações.

O cisto ósseo simples é um dos tumores ósseos benignos mais comuns que existem. Ele acomete principalmente meninos durante a sua infância e adolescência pode, porém, também acometer as meninas. A sua maior incidência ocorre entre os 15 e os 30 anos de idade.

A localização mais comum deste tumor é na região proximal dos Ossos longos como o úmero e o fêmur porém pode ocorrer em outras localizações também. Dentro destes ossos o tumor costuma surgir próximo à linha de crescimento óssea ou fise.

Este tumor não costuma trazer sintomas ao paciente ou seja ele não causa dor e normalmente não causa deformidades aparentes, porém, o cisto ósseo simples pode fragilizar a parede óssea o que favorece o surgimento de fraturas conhecidas como fraturas patológicas. Muitas vezes a fratura patológica é o primeiro sinal o que leva o diagnóstico do tumor.

Em relação aos exames de imagem as radiografias costumam ser a primeira linha de Diagnóstico esta modalidade de exames é suficiente para detectar a presença do cisto ósseo simples diferenciar o tumor de uma fratura patológica quando a fratura ocorre muitas vezes vemos um fragmento da parede óssea imerso no líquido que preenche a cavidade do tumor. Isso é conhecido como o sinal da folha caída e é considerado um achado típico do cisto ósseo simples exames mais elaborados podem ser realizados como a ressonância magnética, de preferência na presença de contraste, para diferenciar o cisto ósseo simples de outros tumores ósseos típicos da idade como um cisto ósseo aneurismático, que pelo preenchimento de sangue que apresenta se diferencia do cisto ósseo simples é o chamado sinal do nível líquido que vemos no cisto ósseo aneurismático. Tomografias computadorizadas podem ser realizados para avaliação da estrutura óssea, porém, por ser em exames que utilizam radiação devem ser evitadas em crianças e adolescentes.

O cisto ósseo simples é considerado uma lesão pseudo-tumoral, ou seja, ele não é formado por células neoplásicas que se dividem de maneira desorganizada e continua, formando um tumor. O cisto ósseo simples é na verdade uma lesão mecânica que ocorre por uma falha de preenchimento do tecido ósseo. Esta cavidade gerada ao entrar em contato com o líquido da articulação é preenchida por esse líquido e a pressão da cavidade aumenta o que leva ao aumento progressivo da própria cavidade.

Didaticamente dividimos o cisto ósseo simples em duas categorias. A primeira delas é quando o cisto está muito próxima da linha de crescimento óssea ou da articulação em si. Neste caso o cisto provavelmente mantém contato com o líquido articular e mantém uma alta pressão interna o que dificulta a sua resolução espontânea. A segunda categoria é quando o cisto perde contato com articulação ou seu líquido e para de crescer. Desta forma conforme o paciente continua crescendo o cisto que não se altera vai progressivamente se afastando da articulação dando a impressão de que ele está no meio do osso conhecido como diáfise Esta é uma situação mais favorável ao paciente pois o cisto provavelmente não está mais evoluindo.

Tratamento

Em relação ao tratamento precisamos diferenciar os cistos que ocorrem no membro superior e os que ocorrem no membro inferior. Existem diversas alternativas ao tratamento desde o tratamento expectante ou seja acompanhar o paciente e o seu crescimento e observar as alterações que estes isso irá sofrer podendo inclusive involuir espontaneamente até o seu tratamento cirúrgico.

Em relação ao membro superior a opção terapêutica de preferência é o acompanhamento das lesões ou seja seguir o paciente e observar as alterações que ele pode produzir no osso e eventualmente a sua involução espontânea sem a necessidade de procedimento cirúrgico. Neste meio tempo fraturas podem ocorrer. Quando surge uma fratura ao redor de um cisto ósseo simples no membro superior a terapia de escolha é a imobilização com tipoia por um período de quatro a seis semanas. Após este período de imobilização espera-se que a fratura consolide e o hematoma ou o sangramento que a fratura produz pode preencher a cavidade do cisto e induzir a uma reação cicatricial e resolução do cisto. Esta resolução pode ocorrer completamente ou parcialmente ao redor do cisto dessa forma é muito importante que o paciente realiza exames de acompanhamento para observar a evolução no caso.

Em alguns casos o tumor pode não evoluir com o tempo e mesmo após uma fratura o cisto pode permanecer ou até eventualmente crescer, nestas situações o tratamento cirúrgico pode ser indicado. As alternativas cirúrgicas para um cisto ósseo simples que não responde ao tratamento conservador ou que permanece crescendo são: a infiltração percutânea de corticoides, a infiltração percutânea de aspirado de medula óssea do próprio paciente colhido na região da bacia ou o tratamento cirúrgico propriamente dito em que abrisse o tumor cirurgicamente retira-se o conteúdo da cavidade tanto o líquido quanto a membrana que reveste a cavidade e preenche a região com enxerto ósseo. Este preenchimento pode ser realizado com enxerto ósseo do próprio paciente conhecido como autólogo, enxerto ósseo de um banco de ossos, conhecido como enxerto homólogo ou com enxertos ósseos artificiais como o vidro bioativo entre outros.

Quando pensamos em um cisto ósseo simples que ocorre no membro inferior o fêmur é o osso mais comum. Como dissemos o cisto ósseo não é um tumor a própria mente faz uma cavidade no osso e isso fragiliza e expõe o fêmur a fraturas. Quando comparamos a consequência de uma fratura em membro inferior como fêmur a relevância do tratamento para o paciente é muito significativa em relação ao membro superior. Dessa forma o cisto ósseo de membro inferior deve ser tratado cirurgicamente para minimizar ao máximo o risco de fraturas, escolha a recepção dos Mortos através de uma curiosidade e o preenchimento da cavidade com enxerto ósseo sendo a opção de escolha a ressecção do tumor através de uma curetagem e o preenchimento da cavidade com enxerto ósseo. Quando necessário implantes ortopédicos devem ser utilizados para agregar sustentabilidade a região quando necessária para desenhar sustentabilidade à região.