Beach tennis X lesão ortopédica

Você entrou no beach tennis e não quer perder nenhuma partida por lesão ortopédica?


Então olha essas dicas que preparamos:


Atividade física é fundamental para a saúde. Alguns dos problemas apontados pelos indivíduos sedentários que não se interessam pelos exercícios físicos é a monotonia e baixa motivação que essas atividades proporcionam a eles.


Esportes coletivos recreacionais são uma opção interessante para motivar as pessoas, em

especial esportes sem contato físico e realizados com poucos participantes são vantajosos para engajar a participação de quem quer deixar o sedentarismo para trás.


O beach tennis surge como uma excelente opção pela facilidade de acesso, necessidade de poucos participantes para jogar e menor risco de lesões em relação aos esportes tradicionais de contato, como o futebol, o basquete, etc.


Ele era praticado desde o final dos anos 1970 na Itália e foi popularizado nos EUA e no Brasil em seguida. Estima-se que mais de um milhão de pessoas pratiquem o esporte em todo o mundo, cerca de sessenta mil no Brasil, e esses números estão só aumentando.


Mas como em qualquer esporte, os praticantes estão sujeitos a lesões ortopédicas e estamos percebendo um aumento de pacientes no consultório com lesões do beach tennis.


O membro superior é o local mais comum de lesões crônicas (tendinites do ombro e cotovelo), enquanto o membro inferior é o local mais comum das lesões agudas (estiramento dos músculos da coxa e ligamentos do pé, tornozelo e joelho).


Praticar o esporte na areia requer mais energia, pois a superfície irregular e complacente consome parte da energia muscular nos movimentos do corpo. Os jogadores modificam suas posições e movimentos articulares para se adaptarem à areia.


A posição de prontidão é mais baixa que a do tênis de quadra: um pouco mais agachada com mais flexão de quadril, joelho e tornozelo. Assim, durante o salto, a amplitude e a velocidade nas articulações são maiores que em uma superfície dura e o esforço total aumenta.


Lesões nos dedos dos pés também são típicas para esportes praticados com os pés descalços na areia. A instabilidade da superfície da quadra faz os pés/dedos afundarem na areia. A lesão mais comum é uma torção do dedo flexionando contra a própria areia, em especial no maior dedo do pé, o hálux.


Os jogadores de nível competitivo elite têm incidência semelhante de lesões agudas e crônicas; já os jogadores recreativos têm principalmente lesões crônicas, que representam 61,1% das ocorrências. Isso vem do fato de os jogadores recreativos terem uma prática irregular em frequência e intensidade, o que não permite que as estruturas musculares e tendíneas se adaptem suficientemente ao esforço exigido no esporte.


Algumas situações podem contribuir para lesões, como o sobrepeso, falta de condicionamento cardiovascular e muscular e o tempo excessivo de jogo sem intervalos.

Alguns praticantes relatam que passam horas jogando sem intervalos, o que leva à fadiga muscular. Mesmo nos praticantes mais atléticos, isso é um fator que expõe a lesões. O aquecimento antes da partida é outro fator essencial, assim como o fortalecimento muscular e alongamento, que preparam o corpo para o esporte e são ótimos para prevenir lesões.


Então tente manter uma atividade de fortalecimento muscular ao menos duas vezes na semana, além dos dias que você joga o beach tennis. Seja na academia, exercício funcional, com auxilio de um personal trainer ou sozinho, o que funcionar melhor para você. Tente manter uma rotina de alongamentos, de preferência não logo antes das partidas, mas ao longo da semana. Se você estiver acima do seu peso ideal, invista energia nisso e tente respeitar a intensidade de exercícios que o seu corpo está preparado para executar.



REFERÊNCIAS CIENTÍFICAS:

1- https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/31356120/#:~:text=Results%3A%20There%20were%20178%20injuries,per%201000%20hours%20of%20play.&text=The%20incidence%20of%20injuries%20in,injuries%20(p%20%3C%200.001).


2- https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/33407276/